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Djokovic admite ‘erros’ por não cumprir quarentena e uso de declaração falsa na Austrália



Em um comunicado publicado em sua conta no Instagram nesta quarta-feira 12, o tenista sérvio afirma que quer esclarecer a “desinformação” sobre a polêmica que suscitou ao entrar na Austrália sem a vacinação anticovid e sua participação presencial em eventos em dezembro, quando estaria contaminado.

No post, o atleta reconhece ter cometido erros de comportamento, depois de ter testado positivo à Covid-19 em dezembro. Também afirma que, mesmo estando a par de sua infecção, se sentiu “obrigado” a conceder uma entrevista a um repórter do jornal francês L’Equipe “para não decepcioná-lo”. “Mas mantive a distância social e usei máscara, exceto quando fui fotografado”, afirma no comunicado.

Djokovic também admite ter apresentado uma declaração falsa ao governo australiano sobre seu histórico de viagens antes de desembarcar em Melbourne, embora tenha culpado seu representante pelo mau preenchimento do documento. “Meu agente pede desculpas pelo erro administrativo ao marcar a opção incorreta sobre as viagens prévias antes de vir para a Austrália. Esse foi um erro humano e certamente não foi proposital”, reitera.

Apesar de reconhecer as falhas, o tenista de 34 anos se refere às polêmicas como “desinformação” que, segundo ele, vem provocando sofrimento a ele e à sua família. Djokovic também salienta que não fará comentários sobre as decisões do governo australiano sobre sua situação no país e reforça sua vontade de participar do Aberto da Austrália, que tem início na próxima semana.

“Quero enfatizar que eu tentei de forma rigorosa garantir a segurança de todos e meu comprometimento com as obrigações de testagem”, diz o tenista no comunicado. “Estamos vivendo tempos desafiadores em uma pandemia global e às vezes erros podem acontecer”, complementa.

Não vacinado

Djokovic, que desde o lançamento das vacinas anticovid deu declarações controversas sobre a imunização, não recebeu nenhuma dose do fármaco até o momento. Ele desembarcou em Melbourne, no último 5 de janeiro, apresentando uma isenção de vacinação por ter testado positivo à doença em 16 de dezembro. No entanto, o governo australiano alega que a dispensa vale apenas para cidadãos e não para estrangeiros que chegam de outros países.

O tenista sérvio foi levado a um centro de estrangeiros em situação irregular em Melbourne e deixou o local na última segunda-feira (10), graças à decisão de um juiz australiano, que ordenou o cancelamento de seu visto. Na terça-feira (11), Djokovic pôde recomeçar a treinar, mas ainda não sabe se poderá participar do Aberto da Austrália. O governo australiano ainda não decidiu se expulsará o esportista, o que pode impedi-lo de entrar no país nos próximos três anos.





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